A Igreja de Jesus Cristo-Uma Perspectiva Histórico-Profética

A Igreja de Jesus Cristo-Uma Perspectiva Histórico-Profética
Tradução do livro "La Iglesia de Jesucristo, una perspectiva histórico-profética" de Arcadio Sierra Diaz

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Martírio de Policarpo

APÊNDICE I DO CAPÍTULO II- ESMIRNA
MARTÍRIO DE POLICARPO, BISPO DE ESMIRNA
(Carta incluída nas obras de Irineu, discípulo de Policarpo)


As igrejas de Deus que habita como forasteira em Esmirna, à igreja de Deus que vive forasteira em Filomélio, e a todas as comunidades, peregrinas em todo lugar, da santa e universal Igreja: Que em vós se multiplique a misericórdia, a paz e o amor de Deus Pai e de nosso Senhor Jesus Cristo. I. Os escrevemos, irmãos, a presente carta sobre o sucesso dos mártires, e assinaladamente sobre o bem-aventurado Policarpo, que, bem assim como quem põe o selo, fez cessar com seu martírio a perseguição. E é assim que todos os acontecimentos que precederam, podemos dizer, não tiveram outro fim que mostrar-nos novamente o Senhor Seu próprio martírio, tal como nos relata o Evangelho. 2. Policarpo, em efeito, esperou ser entregue, como o fez também o Senhor, a fim de que também nós lhe imitemos, não visando só nosso próprio interesse, mas também o de nossos próximos. Porque é de verdadeiro e sólido amor o não buscar só a própria salvação, senão também a de todos os irmãos. II. Agora pois, bem-aventurados são só aqueles martírios que se têm cumprido conforme a vontade de Deus; porque é necessário que, guardando a devida cautela, atribuamos a Deus a força contra todos os tormentos.2. E, em efeito, quem não admirará a nobreza de nossos mártires, sua paciência e o amor a seu Dono? Eles sofreram, dilacerados pelos algozes, até chegarem a distinguirem-se a disposição da carne dentro das veias e das artérias, de sorte que os mesmos espectadores se moviam às lástimas e rompiam-se em lamentações; os mártires, em contrapartida, se levantaram a tal ponto de nobreza, que nenhum deles exalou um ai! Nem um gemido, como que demonstravam a todos nós que, naquele momento de tortura, os nobilíssimos mártires de Cristo haviam emigrado fora de sua carne, ou melhor, que o Senhor mesmo, posto a seu lado, conversava amigavelmente com eles. 3. E sustentados pela graça de Cristo, depreciavam os tormentos terrenos, pois pelo sofrimento de uma só hora se preparavam ao gozo da vida eterna. O mesmo fogo dos inumanos atormentadores lhes resultava refrigerante, pois tinham ante os olhos as claras e eternas mansões que jamais perecem, e com os olhos do coração contemplavam já os bens reservados aos que valorosamente resistem; bens que nem ouvidos ouviram nem olhos viram e nem jamais penetrou em coração humano, mas para eles mostrava o Senhor como a quem não eram homens, senão anjos. 4. Igualmente, também os que foram condenados às feras sofreram tormentos espantosos, estendidos que foram sobre conchas marinas e submetidos a outras formas de variadas torturas. Pretendia o inimigo, se possível, obrigá-los a renegar da fé à força de contínuo tormento. III. Muitos foram, em efeito, os artifícios que o diabo pôs em jogo contra eles; mas glória a Deus! Contra ninguém prevaleceu. Porque foi assim que o nobilíssimo Germânico superou com sua constância a covardia dos demais. Ele foi o que mais ilustre combate susteve com as feras. Porque, tratando o procônsul de persuadir e dizendo que tivera pena de sua idade, ele mesmo incitou a fera para que se arrojasse contra ele, pois queria quanto antes ver-se longe de uma vida sem justiça e sem lei como a que os pagãos levam. 2. Neste ponto, pois, toda a multidão, maravilhada da valentia da raça dos cristãos, que ama e rende culto a Deus, prorrompeu em gritos: "Morram os ateus! A buscar a Policarpo!” IV. Houve, entretanto, um, por nome Quinto, frígio de nação, chegado recentemente da Frigia, que, vendo as feras, se acovardou. Mas é que este se havia denunciado a si mesmo, e assim induziu a alguns a se apresentarem espontaneamente ao tribunal. A este, pois, logrou o procônsul, atrás de muitas importunações, persuadir a jurar pelo César e sacrificar. Dai irmãos, que não aprovemos aos que de si e ante si se apresentam aos juizes, posto que não é esta a doutrina do Evangelho.V. Pelo que se refere a Policarpo, homem digno de toda nossa admiração, em primeiro lugar, ouvido que ouviu como se lhe reclamava para a morte, não se turbou, senão que estava decidido a não sair da cidade; entretanto, a maioria dos irmãos lhe aconselharam que se escondesse fora. Retirou-se, pois, a um imóvel que não era muito distante da cidade, e ali passava o tempo com uns poucos fiéis, sem outra ocupação, dia e noite, orarava por todos, e assiduamente pelas igrejas espalhadas por toda a terra. Coisa, que mais costumava fazer. 2. E foi assim que, orando uma vez, três dias antes de ser preso, teve uma visão em que se lhe apresentou sue travesseiro totalmente abrasado pelo fogo. E voltando-se aos que estavam com ele, lhes disse: "Tenho que ser queimado vivo.” VI. Como persistiram as buscas para o prenderem, teve que se mudar para outro imóvel, e momentos depois chegou a guarda. Como não o acharam, prenderam a dois escravos, e um deles, submetido à tortura, declarou seu paradeiro. 2. Era já impossível seguir oculto, uma vez que os que lhe traiam pertenciam aos domésticos. Por sua parte, o chefe da polícia, que, por certo, levava o mesmo nome que o rei da paixão do Senhor, Herodes, tinha pressa por conduzir a Policarpo ao estádio, para que este alcançasse sua sorte, feito partícipe de Cristo, e os que lhe haviam traído sofreram seu merecido, é como dizer, o mesmo castigo de Judas. VII. Levando, pois, consigo ao escravo, em uma sexta feira, era a hora de comer, saíram os caçadores, todo um esquadrão de cavalaria, armados com as armas do caso, como se estivessem saindo atrás de um bandido. E chegado a hora tardia, lhe acharam acostado já em um celeiro de piso superior. Todavia Policarpo podia escapar pra outro esconderijo, mas se negou dizendo: Faça-se a vontade de Deus. 2. Conhecendo, pois, pelo ruído que se ouvia debaixo, que haviam chegado seus perseguidores, abaixou e se pôs a conversar com eles. Maravilhando-se estes, ao vê-lo, de sua avançada idade e de sua serenidade, não se explicava todo aquele aparato e afã por prender a um velho como aquele. Ao ponto, pois, que Policarpo deu ordens de que se lhes servissem de comer e beber, naquela mesma hora, o quanto desejassem e ele lhes rogou, por sua parte, que lhe concedessem uma hora para orar tranquilamente. 3. Eles o permitiram, e assim, se pôs a orar tão cheio da graça de Deus que por espaço de duas horas não lhe foi possível calar. Estavam maravilhados os que lhe ouviam, e assim muitos sentiam remorso de haverem vindo prender a um ancião tão santo. VIII. Uma vez que, finalmente, terminou sua oração, depois que havia feito nela memória de quantos em sua vida haviam tido trato com ele, pequenos e grandes, ilustres e humildes, e toda a universal Igreja espalhada ao redor da terra, vindo o momento de empreender a marcha, lhe montaram sobre um asno, e assim lhe conduziram à cidade, dia que era de grande sábado. 2. Topou com ele no caminho o chefe da policia, Herodes, e seu pai Nicetas, os quais, fazendo montar em sua carruagem e sentando a seu lado, tratavam de persuadi-lo, dizendo: "Mas que inconveniente há em dizer: "César é o Senhor” *(1), e sacrificar e cumprir os demais ritos e com ele salvar a vida?"
*(1) Em grego, Kyrios Kaisar. Nota do Autor.

Policarpo, no princípio, não lhes contestou nada; mas como voltaram à falar, lhes disse finalmente: "Não tenho intenção de fazer o que me aconselhais.” 3. Eles, então, fracassados em seu intento de convencer por bem, se desataram em palavras injuriosas e fizeram baixar precipitadamente da carruagem, de sorte que, a medida que baixava, se feriu na canela. Entretanto, sem fazer caso dele, como se nada houvesse passado, caminhava agora a pé animadamente, conduzido ao estádio. E era tal o tumulto que neste reinava, que não era possível entender nada. IX. Na hora que Policarpo entrava no estádio, uma voz sobreveio do céu que lhe disse: "Tem bom ânimo Policarpo e porta-te varonilmente." Nada viu ao que este lhe disse; mas a voz a ouviram os que dentre os nossos estavam presentes. Seguidamente, segundo lhe conduziam ao tribunal, se levantou um grande tumulto ao correr a boato de que haviam prendido a Policarpo. 2. Vindo, em fim, à presença do procônsul, este lhe perguntou se ele era Policarpo. Respondendo o mártir afirmativamente, tratava o procônsul de lhe persuadir a negar a fé, dizendo: Tem consideração a tua avançada idade, diga: "Jura pelo gênio do César. Muda o modo de pensar; grita: Morram os ateus!" A estas palavras, Policarpo, olhando com grave rosto a toda a escória de pagãos sem lei que enchiam o estádio, dando um suspiro e fitando seus olhos ao céu, disse: Sim, morram os ateus!3. Jura e te ponho em liberdade, Maldiz a Cristo. Então Policarpo disse: Oitenta e seis anos faz que lhe sirvo e nenhum dano tenho recebido Dele; como posso maldizer o meu Rei que me tem salvo?X. Como novamente insistira o procônsul, dizendo-lhe: Jura pelo gênio do César, Respondeu Policarpo: Se tens por ponto de honra fazer-me jurar pelo gênio, como tu o dizes, do César, e finges ignorar quem sou eu, digo com toda clareza: Eu sou cristão. E se tens interesse em saber em que consiste o cristianismo, dá-me um dia de trégua e escuta-me. 2. Respondeu o procônsul: Convence ao povo. E Policarpo disse: A ti te considero digno de escutar minha explicação, pois nós professamos uma doutrina que nos manda tributar a honra devido aos magistrados e autoridades, que estão por Deus estabelecidas, enquanto ele não vai em detrimento de nossa consciência; mas a esse povão não lhe considero digno de ouvir minha defesa.XI. Disse o procônsul: Tenho feras às que te vou a jogar se não mudar de parecer. Policarpo respondeu: Podes trair-las, pois uma troca de sentir do bom ao mal, nós não podemos admitir. O razoável é mudar do mal ao justo. 2. Voltou a insistir-lhe: Te farei consumir pelo fogo, já que menosprezas as feras, caso não mudes de opinião. E Policarpo disse: Me ameaças com um fogo que arde por um momento e em pouco tempo se apaga. Bem se vê que desconheces o fogo do juízo vindouro e do eterno suplício que está reservado aos ímpios. Mas, o fim, a que tardas? Trai o que quer.XII.Enquanto estas e outras muitas coisas dizia Policarpo, lhe viam pleno de força e alegria, e seu semblante irradiava tal graça que não só não se notava nele desânimo pelas ameaças que se dirigiam, senão que foi melhor o procônsul que estava fora de si e deu, por fim, ordem a seu heraldo, que, posto na metade do estádio, dera por três vezes este pregão:Policarpo tem confessado que é cristão!2. Apenas disse isto pelo heraldo, toda a turba de gentios, e com eles os judeus que habitavam em Esmirna, com raiva, incontinente e a grandes gritos, se puseram a bradar:Esse é o mestre da Ásia, o pai dos cristãos, o destruidor de nossos deuses, o que tem induzido a muitos a não sacrificarem nem adora-los.Em meio a estas vozes, gritavam e pediam ao asiarca Felipe que soltasse um leão contra Policarpo. Mas o asiarca lhes contestou que não tinha permissão para isso, uma vez que haviam terminado os combates de feras. 3. Então deram todos a gritar unanimemente que Policarpo fosse queimado vivo. E é que tinha que cumprir a visão que se lhe havia manifestado sobre seu travesseiro, Quando a viu, durante sua oração, queimando-se todo, e disse profeticamente, volto aos fiéis que o rodeavam: "Tenho que ser queimado vivo.” XIII. A coisa, pois, se cumpriu em menos tempo do que se custa contar, pois o povo se lançou ao ponto de recolher madeira e lenha seca, dando-se sobre tudo os judeus, mãos a labor com o singular fervor que têm de costume. 2. Preparada foi a pira, havendo Policarpo tirado todo o seu vestidos e descendo o cinturão, tratava também de tirar as calças, coisa que não houvera tido que fazer antes, quando todos os fiéis tiveram empenho em prestar este serviço, insistindo sobre quem tocaria antes seu corpo. Porque, mesmo antes de seu martírio, todo o mundo lhe venerava por sua santa vida. 3. Em seguida, pois, foram colocados em torno dele todos os instrumentos preparados para a pira. Mas como se acercaram também com intenção de cravar-lhe em um poste, disse:Deixa-me tal como estou, pois o que me dá força para suportar o fogo, me dará também, sem necessidade de assegurar-me com vossos cravos, para permanecer imóvel na fogueira.XIV. Assim, pois, não lhe cravaram, senão que se contentaram em lhe atar. Ele então, com as mãos atrás e atado como um carneiro ilustre, escolhido dentre um grande rebanho preparado para holocausto aceito a Deus; levantados seus olhos ao céu, disse: "Senhor Deus onipotente: Pai de teu amado e bendito servo Jesus Cristo, por quem temos recebido o conhecimento de Ti, Deus dos anjos e das potestades, de toda a criação e de toda a casta dos justos, que vivem em tua presença: 2. Eu te bendigo, porque me tiveste por digno desta hora, a fim de tomar parte, contado entre teus mártires, no cálice de Cristo para ressurreição de eterna vida, em alma e corpo, na incorruptibilidade do Espírito Santo: Seja eu com eles recebido hoje em tua presença, em sacrifício abundante e aceitável, conforme de antemão me preparaste e me revelaste e agora o tem cumprido, Tu, o inefável e verdadeiro Deus. 3. Portanto, eu te louvo por todas as coisas, te bendigo e te glorifico, por mediação do eterno e celeste Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, teu servo amado, pelo qual seja glória a Ti com o Espírito Santo, agora e no século porvir. Amem”. XV. Apenas havia enviado ao céu seu amem e concluída sua súplica, os ministros da pira colocaram fogo na lenha. E naquele momento, levantando-se uma grande labareda, vimos um prodígio aqueles a quem foi dado vê-lo; aqueles, por demais, que temos sobrevivido para poder contar aos demais o sucedido. 2. O caso foi que o fogo, formando uma espécie de abóbada, como a vela de um navio enchida pelo vento, rodeou por todos os lados como uma muralha o corpo do mártir. E estava em meio da chama não como carne que se assa, e sim como pão que se cozinha ou qual ouro e prata que se acenda ao forno. E é verdade, nos percebemos um perfume tão intenso qual se levantara uma nuvem de incenso ou de qualquer outro aroma precioso. XVI. Como queira que fosse, vendo os sem lei que o corpo de Policarpo não podia ser consumido pelo fogo, deram ordem ao rematador, que chegasse a dar o golpe de misericórdia, cravando-lhe um punhal no peito. Cumpriu-se a ordem e brotou da ferida tal quantidade de sangue que apagou o fogo da pira, e a multidão gentil ficou pasmada de que houvesse tal diferença entre a morte dos fiéis e a dos escolhidos. 2. Ao número destes eleitos pertence Policarpo, varão sobre toda ponderação admirável, mestre em nossos mesmos tempos, com espírito de apóstolo e profeta, bispo, no fim, da igreja de Esmirna. E é assim que toda palavra que saiu de sua boca ou há tido já cumprimento ou o terá com certeza. XVII. Mas o diabo, nosso rival, invejoso e perverso, o inimigo declarado da raça dos justos, vendo não só a grandeza do martírio de Policarpo, senão sua vida irreprovável desde o princípio, e que estava já coroado com a coroa da imortalidade, ganhado o prêmio do combate que nada lhe podia já disputar. Dispôs de tal modo às coisas que nem sequer nos fora dado apoderar-nos de seu corpo, por mais que muitos desejavam fazê-lo e possuir seus santos restos. 2. O caso foi que sugeriu o demônio a Nicetas, pai de Herodes e irmão de Alce, que suplicasse ao governador que não nos autorizasse a retirar o cadáver do mártir; "Não seja, se dizia, que essa gente cristã abandone a seu Crucificado e comecem a render culto a este". Os judeus eram os que sugeriam tais coisas e faziam força no caso, eles, que montaram guarda quando nós íamos a recolher o corpo da pira. Mas ignoravam uns e outros que nós nem podemos jamais abandonar a Cristo, que morreu pela salvação do mundo inteiro dos que se salvam; Ele, inocente, por nós pecadores, nem temos de render culto a outro nenhum fora Dele. 3. Porque a Cristo adoramos como Filho de Deus que é; mas aos mártires lhes tributamos com toda justiça a homenagem de nosso afeto como a discípulos e imitadores do Senhor, pelo amor insuperável que mostraram a seu rei e mestre. E prouvera a Deus que também nós chegássemos a participar de sua morte e sermos condiscípulos seus!XVIII. Como vira, pois, o centurião a obstinação dos judeus, pondo o corpo no meio, o mandou queimar, costume pagão. 2. Deste modo, pelos menos, pudemos nós mais adiante recolher os ossos do mártir, mais preciosos que pedra de valor e mais estimados que ouro puro, os que depositamos em lugar conveniente. 3. Ali, segundo nos for possível, reunidos em júbilo e alegria, nos concederá o Senhor celebrar o natalício do martírio de Policarpo, para memória dos que acabaram já seu combate e exercício e preparação dos que tem ainda que combater. XIX. Tal foi o martírio do bem-aventurado Policarpo, que, havendo sofrido, com onze irmãos mais de Filadélfia, martirizados em Esmirna, ele só é carinhosamente recordado por todos, de sorte que até mesmos os pagãos falam dele por todas as partes. Ele foi, em efeito, não só mestre insigne, senão mártir eminente; daí que todos desejem imitar um martírio sucedido segundo o ensinamento do Evangelho de Cristo. 2. E agora, depois de haver derrotado por sua paciência ao príncipe iníquo deste mundo e recebido assim a coroa da imortalidade, glorifica jubiloso, em companhia dos apóstolos e de todos os justos, ao Deus e Pai onipotente e bendiz a nosso Senhor Jesus Cristo, Salvador de nossas almas, piloto de nossos corpos e pastor de toda a universal Igreja espalhada ao redor da terra.XX. Havíeis-nos pedido que os relatássemos com todo os detalhes o acontecido; mas tivemos que nos limitar, por agora, a um resumo do principal, que os mandamos, por obra de nosso irmão Marciom. Agora, pois, uma vez que vós os hajais inteirado, tende a bondade de remeter esta carta aos irmãos dos arredores, a fim de que também eles glorifiquem ao Senhor, que é quem escolhe aos que quer dentre seus servos. 2. Ao que é poderoso para introduzir a todos pela graça e dádiva sua, em Seu reino eterno, por meio de Seu Servo, Seu Unigênito Jesus Cristo, a Ele seja a glória, honra, poder e grandeza pelos séculos. Saudai a todos os santos. A vós, saudações de todos os aqui presentes, e em particular de Evaristo, o Escrevente, com toda sua família. XXI. O bem-aventurado Policarpo (69-155) sofreu o martírio no segundo dia do mês Jântico ( fevereiro/ março), sete antes do inicio de março, dia do grande sábado, à hora oitava. Foi preso por Herodes, abaixo o sumo sacerdócio de Felipe de Trales e o proconsulado de Estácio Quadrado, reinando pelos séculos nosso Senhor Jesus Cristo. A Ele seja a glória, honra, grandeza, trono eterno de geração em geração. Amem. PAIS APOSTÓLICOS, Edição bilingüe, Daniel Ruíz Bueno. BAC, Madri, 1985. Págs. 672-687.

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